O CEO e fundador da HubLocal, Felipe Caezar, participou do episódio 013 do podcast PodAtivar para falar sobre um tema que já deixou de ser tendência e passou a ser prioridade estratégica nas empresas em 2026, a aplicação prática de Inteligência Artificial com foco em resultado.
Ao lado de Alan Batista, engenheiro e especialista em IA da AiBRA, Felipe trouxe uma visão direta sobre como sair do discurso e transformar IA em ganho real de produtividade, eficiência e retorno financeiro.
HubLocal dobra produtividade com IA
Durante a conversa, Felipe apresentou o case da própria HubLocal, plataforma de tecnologia e dados voltada ao posicionamento digital de negócios locais.
Segundo ele, após a implementação estratégica de IA nos processos internos, a empresa alcançou um aumento de 100 por cento na produtividade em um ano. A reestruturação incluiu redução do quadro operacional, mantendo a entrega e a qualidade.
O ponto central destacado pelo CEO foi claro, a IA não elimina pessoas, mas muda o perfil do profissional necessário. Tarefas repetitivas perdem espaço para funções estratégicas, onde o colaborador passa a comandar a tecnologia em vez de apenas executar rotinas.
Vibe Code e o novo perfil profissional
Um dos conceitos debatidos no episódio foi o chamado Vibe Code, apresentado por Alan Batista. A ideia parte da evolução da programação por meio de linguagem natural, em que a IA executa o código, mas precisa de direção humana.
O foco deixa de ser o domínio da sintaxe e passa a ser a capacidade de entender negócio, lógica e processo. O profissional valorizado agora é aquele que consegue estruturar o problema e orientar a IA na construção da solução.
IA não é mágica, é ferramenta
Para ilustrar o uso estratégico da tecnologia, foi utilizada uma analogia com grandes obras da arte renascentista. A ferramenta por si só não gera resultado extraordinário. O diferencial está no conhecimento, no repertório e na capacidade de quem a utiliza.
No contexto empresarial, isso significa que contratar ferramentas de IA sem ter processos organizados apenas acelera erros já existentes. A tecnologia potencializa o que já está estruturado.
Foco em ROI e implementação real
Durante o episódio, Felipe e Alan também falaram sobre a atuação da AiBRA, empresa voltada à implementação de IA com foco em retorno sobre investimento.
A proposta é prática, mapear gargalos, redesenhar processos e aplicar soluções personalizadas que impactem diretamente eficiência operacional, redução de custos e geração de receita.
Por onde começar
O podcast deixou recomendações objetivas para empresas que desejam iniciar a jornada com IA:
- Priorizar processos antes de ferramentas
- Mapear tarefas repetitivas e gargalos operacionais
- Engajar liderança na transformação cultural
- Agir enquanto há janela competitiva
A mensagem final foi direta, Inteligência Artificial já é realidade no ambiente corporativo. Empresas que estruturarem seus processos e adotarem a tecnologia de forma estratégica tendem a ampliar competitividade e margem. As que ignorarem essa transição correm o risco de perder relevância nos próximos anos.
